Conexões 2021: Conheça os empreendedores dos segmentos de Moda e Artesanato
Por Shell Iniciativa Jovem em 13/11/2021
Os segmentos de Moda e Artesanato contam com um grande número de representantes na turma de 2021 do Shell Iniciativa Jovem. Nesta etapa final, quinze negócios engajados com a sustentabilidade, responsabilidade social, inclusão e diversidade disputam o prêmio de melhor empreendimento do ano no Conexões 2021.
São eles: “Basic Grunge”, “Besouroaline”, “BioPasso”, “CACAU”, “Dom Baruc”, “Estúdio Ocre”, “Ferrer Jóias”, “Nabu”, “OSSU”, “Quim – Moda Infantil e Inclusiva”, “SÓIS”, “Transmodar”, “Três Graças Projeto”, “Valentim e a Raposa” e “ZITH”.
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Saiba mais sobre estes empreendimentos abaixo:
Basic Grunge – Pâmela Laysa Amarante dos Santos | Rio de Janeiro, RJ
A “Basic Grunge” é uma loja de roupas slow fashion, sob medida e sob demanda, voltada para o público alternativo. Com um modo de produção sustentável, a marca gasta o mínimo possível de tecido, reutilizando as sobras e gerando menos resíduos no meio-ambiente.
“O meu negócio utiliza uma produção que fabrica roupas de forma menos prejudicial ao meio-ambiente e procura atender a todos os corpos, para que todos possam ter acesso a itens que caibam perfeitamente”.
Besouröäline – Aline Barcelos de Brito| Rio de Janeiro, RJ
A “Besouröäline” nasceu de um projeto de pesquisa artístico-narrativa realizado em 2014. O empreendimento, consolidado como marca em 2018, se inspira no diálogo entre a arte, a educação, o design e a produção de roupas, a partir do uso de técnicas artesanais, como a serigrafia.
“Meu negócio tem como interesse a produção artesanal, além de ser um projeto inspirador e criativo nas suas palavras e valores. Reconheço o impacto do negócio pela resposta dos clientes, que classificam as peças como ‘roupas amuleto’”.
BioPasso – Thaís Moreth da Silva| Niterói, RJ
A “BioPasso” produz bolsas e acessórios norteados pela premissa de sempre buscar diminuir o seu impacto ambiental e aumentar o seu impacto social. A marca acredita que cada passo importa para um mundo mais sustentável.
“O meu negócio se propõe a compartilhar valores, de modo a oferecer remuneração justa aos envolvidos na cadeia de produção. Priorizamos utilizar fornecedores nacionais e nossa mão de obra é local e feminina”.
CACAU – Thales da Silva Cerqueira | Rio de Janeiro, RJ
A “CACAU” é uma loja de acessórios de moda praia masculina, com foco no público LGBTQIA+. A marca cria produtos eco-friendly, versáteis e exclusivos, visando conscientizar a sociedade para o descarte errado de plásticos nas praias.
“Nos guiamos pelos pilares da sustentabilidade, com o uso de materiais orgânicos e peças versáteis, diminuindo o descarte de lixo nas praias, contratando pequenas costureiras e conscientizando o público LGBTQIA+”.
Dom Baruc – Jadson Espírito Santo da Hora | Rio de Janeiro, RJ
A ‘Dom Baruc” é uma marca de roupas e acessórios slow fashion, que produz peças de tiragem limitadas com o intuito de oferecer qualidade e exclusividade para seus clientes. Além de estampas estratégicas, o empreendimento conta com modelagens assertivas, totalmente agêneras e inclusivas, indo do tamanho P ao G5.
“Somos uma marca preta, antirracista e sem gênero. Também temos impacto financeiro, gerando renda extra para pessoas em lugares periféricos, como São Gonçalo e os bairros do subúrbio do Rio”.
Estúdio Ocre – Najila de Lima Fernandes | Rio de Janeiro, RJ
O “Estúdio Ocre” é um estúdio de artes manuais focado na técnica do macramê. Através de uma comunicação jovem e divertida, a empresa prova que o artesanato pode ser algo rentável.
“A missão do ‘Estúdio Ocre’ é impactar a vida de mulheres artesãs, mostrando que elas são capazes de ter um trabalho justo e rentável, monetizando corretamente sua paixão por artes manuais”.
Ferrer Jóias – Rafaela Ferreira | Rio de Janeiro, RJ
A “Ferrer Jóias” trabalha com jóias e semijoias, venda direta, atacado e consignado. A marca tem como principal objetivo dar oportunidade para mulheres iniciarem os seus negócios.
“Sou uma mulher preta e periférica trazendo a oportunidade de outras mulheres entrarem no negócio de acessórios femininos. Eu realmente acredito que mulheres podem empoderar outras mulheres”.
NABU – Lia Beatriz Souza | Niterói, RJ
A “NABU” atualmente trabalha diretamente com a venda de produtos. Futuramente, as empreendedoras por trás da marca de roupas pensam em dar palestras e workshops abordando o tema sustentabilidade na moda.
“Buscamos construir uma marca que pensa no coletivo, valoriza a cadeia de produção local, paga preços justos pela mão de obra, valoriza a natureza, se importa com o movimento zero plástico e preza por impactos positivos. Pensamos no impacto social, cultural, econômico e ambiental”.
OSSU – Ana Carolina D. de Figueiredo | Rio de Janeiro, RJ
A “OSSU” cria artigos lúdicos e divertidos que levam o melhor do jiu-jitsu para o dia a dia, de forma descontraída e com qualidade. A marca surgiu da necessidade de inovar dentro deste mercado, com a crença de que a igualdade, a inclusão e o respeito caminham juntos.
“Por meio dos produtos e experiências propostas aos nossos clientes, procuramos ser agentes de mudanças dentro e fora do jiu-jitsu, gerando uma sociedade mais inclusiva e consciente e tornando o tatame um lugar seguro para que todos aprendam a se defender”.
QUIM – Moda inclusiva e infantil – Mariana Nunes Corrêa | Rio de Janeiro, RJ
A “QUIM” é uma marca de moda infantil inclusiva, que visa a autonomia da criança. A empresa valoriza a mão de obra local e periférica, com remuneração justa, pensando em parâmetros sustentáveis no pré e pós-consumo. Os resíduos de produção das peças da marca são destinados à confecção e doação de roupas para bebês em UTI neonatal.
“As roupas da ‘QUIM’ são peças de transformação social. São embaixadoras das potencialidades de uma criança com deficiência. Estamos criando um lugar de inclusão e representatividade, com menos preconceito e exclusão e mais autonomia e qualidade de vida às crianças”.
Sóis – Sulamita Ferreira Silva | Rio de Janeiro, RJ
A “Sóis” é uma consultoria voltada para empresas de moda, que visa ajudar pessoas de outras áreas de formação a entender o passo a passo para criar seus produtos. Isso vai desde a ideia da coleção ao desenvolvimento de protótipos.
“O objetivo da ‘Sóis’ é viabilizar que as pessoas consigam transformar seus sonhos na área do empreendimento de moda em realidade. Acendemos ideias criativas para que elas possam ser multiplicadas na sociedade”.
Transmodar – Eduarda Andrade Alves | Rio de Janeiro, RJ
A “Transmodar” é uma marca de moda sustentável que, através de técnicas de customização e upcycling, reaproveita roupas antigas para desenvolver novos produtos. O empreendimento realiza serviços de transformação de roupas e pretende fazer parcerias com marcas já consolidadas para o seu processo de logística reversa.
“Queremos ajudar as pessoas a repensarem a sua forma de consumo, desenvolvendo um novo olhar para o que já existe e mostrando que há outras formas de produção mais sustentáveis. Valorizamos o trabalho artesanal e buscamos educar as pessoas sobre os impactos da indústria da moda”.
Três Graças Projeto – Rayene Arruda Esteves | Rio de Janeiro, RJ
A “Três Graças Projeto” entrará no mercado com consultorias, mentorias, imersões e palestras. Posteriormente, na fase 2, o empreendimento iniciará capacitações gratuitas para mulheres periféricas. A metodologia destas capacitações inclui estágio no próprio projeto visando uma posterior contratação.
“Acreditamos que não seja mais possível haver progresso sem que haja a prática da sustentabilidade. Estamos em um ponto de virada em que precisamos agir de maneira urgente, cuidando de tudo: do meio ambiente, das pessoas, da cultura e, claro, da economia”.
Valentim e a Raposa – Renata Belo Benet dos Santos | Rio de Janeiro, RJ
A “Valentim e a Raposa” é uma marca de roupa infantil com valores político-ideológicos fortes, que produz peças de 0 a 8 anos, sem gênero, utilizando mão de obra local e justa. O empreendimento tem como pilar a sustentabilidade, já que usa tecidos residuais como matéria-prima.
“Entendemos que o nosso papel pode ser de transformação social, indo muito além do simples vestir. Buscamos difundir o desenvolvimento sustentável, além do pensamento crítico nas gerações futuras e a conscientização social e política principalmente no local em que estamos inseridos”.
ZITH – Juliana Sant’Anna Bayeux | Rio de Janeiro, RJ
A “ZITH” é uma marca carioca de roupas plus size femininas, que vende através de seu e-commerce e de seu ateliê, localizado na Barra da Tijuca. O empreendimento cria e produz peças com modelagens exclusivas e em poucas quantidades.
“Quero ajudar as mulheres gordas a terem autoestima, a se sentirem empoderadas e a se livrarem do preconceito e da gordofobia que existe no nosso país. As pessoas precisam se amar e se sentirem seguras em primeiro lugar. A roupa é um componente importante para isso”.